Helicóptero com cantor Rick continua desaparecido em Santa Catarina; buscas entram no segundo dia
Aeronave perdeu comunicação durante trajeto entre Porto Belo e São Joaquim; equipes da FAB e dos bombeiros ampliaram as buscas nesta terça-feira
As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla sertaneja Rick & Renner, entraram no segundo dia nesta terça-feira (22), na Serra Catarinense. A aeronave, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, desapareceu durante um deslocamento entre Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, e São Joaquim, na região serrana.
Até a atualização mais recente, nenhum vestígio da aeronave havia sido localizado, e também não havia confirmação oficial sobre o estado dos ocupantes.
Quatro pessoas estavam a bordo
Segundo informações divulgadas pelas equipes envolvidas nas buscas, estavam no helicóptero o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto, cuja identidade ainda não havia sido divulgada publicamente.
Rick, de 59 anos, é integrante da dupla Rick & Renner e possui uma carreira de aproximadamente quatro décadas na música sertaneja. Além de cantor, também é compositor de músicas gravadas por outros artistas brasileiros.
Horas antes do desaparecimento, Rick publicou nas redes sociais imagens de uma viagem ao lado de Bruno Avelar. O registro chamou a atenção após a confirmação de que o cantor havia embarcado no helicóptero.
Último contato ocorreu por volta das 16h
De acordo com a Agência Brasil, o último contato conhecido com a aeronave ocorreu por volta das 16h de segunda-feira (21). A FAB foi acionada e iniciou a operação de busca na região.
Inicialmente, os trabalhos se concentraram na localidade de Vacas Gordas, em Urubici, depois que houve informação sobre uma possível queda. As equipes chegaram ao local, mas não encontraram destroços ou outros sinais que confirmassem um acidente.
Outro ponto passou a ser considerado depois da identificação de um sinal de celular de um dos ocupantes. As duas áreas consideradas prioritárias ficam aproximadamente 30 quilômetros uma da outra.
Drones térmicos e cães ajudam nas buscas
Nesta terça-feira, a operação foi ampliada. Mais de 20 bombeiros participam dos trabalhos, com apoio de viaturas preparadas para terrenos de difícil acesso, dois drones com tecnologia térmica e cães farejadores.
A Força Aérea Brasileira também participa da operação com aeronaves especializadas em busca e salvamento, entre elas um helicóptero Black Hawk H-60 e uma aeronave SC-105 Amazonas.
A tecnologia térmica dos drones é utilizada para auxiliar na identificação de possíveis fontes de calor em áreas de mata, enquanto os cães são empregados na procura por vestígios em terra.
Mau tempo dificulta operação
As condições meteorológicas são um dos principais obstáculos para o trabalho das equipes. A região registrou chuva intensa, baixa visibilidade e dificuldades de acesso, especialmente em áreas de mata fechada e relevo acidentado.
Durante parte da madrugada, as condições impediram a realização de voos, enquanto as equipes mantiveram a procura por terra. A retomada e ampliação das operações aéreas dependem das condições meteorológicas.
Especialistas em aviação ouvidos pela imprensa também destacaram que o clima na Serra Catarinense pode mudar rapidamente, com formação de nuvens, ventos fortes e baixa visibilidade em períodos curtos.
Sinal de celular não significa localização exata
Uma das informações utilizadas para orientar as equipes é o sinal de celular registrado na região. No entanto, as autoridades ressaltam que esse tipo de informação não representa necessariamente a localização exata do aparelho ou das pessoas.
O sinal permite delimitar uma área ou quadrante no qual o telefone teve comunicação com uma torre. Por isso, os dados são cruzados com outras informações, como o último contato da aeronave e relatos recebidos pelas equipes de emergência.
Relato de possível estrondo é investigado
Durante as buscas, uma moradora da região relatou ter ouvido um forte estrondo. A informação foi repassada às autoridades e passou a ser considerada como uma possível pista.
Até o momento, porém, não há confirmação de que o barulho esteja relacionado ao helicóptero desaparecido. O relato é tratado apenas como uma informação a ser verificada pelas equipes.
Aeronave estava regular, segundo informações divulgadas
O helicóptero é um Bell 430 fabricado em 2001. Segundo consulta às informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgada pelo UOL, a aeronave estava regular e possuía Certificado de Aeronavegabilidade válido até agosto de 2027, além de autorização para voos noturnos.
A aeronave pertence à empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo, que informou ter emprestado o helicóptero para Bruno Avelar e Rick. A empresa também pediu cautela na divulgação de informações e destacou que, naquele momento, não havia confirmação oficial de acidente.
Família e equipe pedem cautela
Diante da ausência de informações conclusivas, familiares e equipes ligadas aos ocupantes têm pedido que não sejam compartilhadas especulações ou informações não confirmadas.
O cantor Renner, parceiro de Rick na dupla, também se manifestou pedindo orações pelo cantor e pelas demais pessoas que estavam na aeronave.
Buscas continuam
Até o momento desta atualização, o helicóptero e seus ocupantes ainda não haviam sido localizados.
As equipes permanecem mobilizadas na Serra Catarinense, especialmente entre Vacas Gordas, em Urubici, e a região do Morro Agudo, enquanto novas informações são cruzadas para definir os próximos pontos de busca.
A prioridade das autoridades continua sendo localizar a aeronave e os ocupantes. A FAB informou que o planejamento da operação é ajustado continuamente conforme surgem novas informações.
O caso permanece em investigação e novas informações oficiais poderão alterar o quadro conhecido até o momento.
Fontes consultadas: Agência Brasil, UOL, CNN Brasil e informações divulgadas pelas equipes de busca.

