São Paulo tem o maior vendaval sem chuva da história; rajada chega a 98,1 km/h
A passagem de um ciclone extratropical provocou fortes rajadas de vento em várias cidades paulistas. Na capital, a estação da Lapa registrou 98 km/h — a maior do Estado. Congonhas teve 96,3 km/h e Bertioga, 91,1 km/h
É a maior velocidade de ventos sem temporal desde 1963, quando o Inmet começou esse tipo de medição. Rajadas de vento acima de 75 km/h começaram por volta das 9h de quarta e seguiram até a noite.
O vento começou ainda pela manhã da quarta-feira (10) e seguiu intenso até a noite, algo que também chamou a atenção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os ventos fortes deixaram um rastro de destruição na capital e região metropolitana de São Paulo: mais de 2 milhões de imóveis sem luz, queda de 151 árvores, fechamento de parques, voos cancelados e até consultas em hospital precisaram ser canceladas.
Entre quarta (10), quinta (11) e a manhã desta sexta-feira (12), o Aeroporto de Congonhas registrou 305 voos afetados; já no Aeroporto de Guarulhos, foram 117.
Segundo o Climatempo, o vendaval não aconteceu como de costume, dado que, dessa vez, o fenômeno meteorológico não foi acompanhado, em sua maioria, por nuvens carregadas, chuvas ou tempestades.
A crise no fornecimento de energia segue ampla. Mesmo dois dias após rajadas de vento superiores a 100 km/h atingirem o estado, mais de 750 mil clientes da Enel permanecem sem luz às 18h32. O número subiu cerca de 100 mil desde o início da chuva.
Ao todo, 24 cidades paulistas são afetadas, com a capital liderando o total de interrupções: quase 510 mil pessoas estão no escuro. Em Juquitiba, 44% dos clientes seguem sem energia; em Embu-Guaçu, 46%.

