Lançamento do livro “Virando Páginas” reúne histórias de superação e destaca trajetória de Adriana Ramalho
Brasília recebeu o lançamento da segunda edição do livro Virando Páginas, obra que reúne relatos de mulheres reais marcadas por coragem, superação e recomeços. O evento aconteceu no Salão Nobre da Câmara dos Deputados e também contou com encontro no Ministério das Mulheres, reunindo lideranças femininas, escritoras e representantes de movimentos sociais em torno de uma pauta comum: transformar dor em força e experiência em inspiração.
Idealizado pelo Movimento Virada Feminina, fundado e presidido nacionalmente por Marta Lívia Suplicy, o projeto nasceu como um convite sensível para olhar com mais atenção para histórias femininas que, muitas vezes, permanecem invisíveis. Nesta nova edição, o livro amplia ainda mais a rede de apoio entre mulheres ao adotar um conceito colaborativo, no qual cada autora convidou outra mulher para integrar a obra.
Mais do que relatar grandes conquistas, Virando Páginas aborda batalhas silenciosas, medos, quedas, decisões difíceis e a coragem necessária para continuar. A proposta da publicação é mostrar que toda trajetória carrega potência, dignidade e a possibilidade de reconstrução.
Entre os capítulos que mais emocionaram o público durante o lançamento esteve o da escritora Adriana Ramalho, que participou presencialmente do evento e falou sobre sua própria trajetória de superação, marcada pela fé, pela origem humilde e pelo compromisso social.
Em seu texto, Adriana apresenta a força da identidade que criou para si: “Parabaiana”, mistura das raízes paraibanas e baianas de sua família. A autora relembra a infância vivida na periferia de São Paulo, a passagem por projetos sociais, o sonho de ser bailarina e o apoio de mulheres que transformaram sua caminhada. O capítulo também aborda momentos decisivos de sua vida, como a luta de seu pai contra o câncer, sua atuação no Direito e a entrada na política motivada pelo desejo de servir e representar outras mulheres.
Durante a cerimônia, Adriana destacou a importância de compartilhar histórias reais como instrumento de acolhimento e fortalecimento feminino. Sua narrativa no livro percorre temas como saúde mental, políticas públicas para mulheres, combate à violência, valorização da educação e protagonismo feminino, reforçando a ideia de que a origem de uma mulher jamais deve ser vista como limite, mas como raiz.
Outro momento simbólico do evento foi a entrega de exemplares da obra à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, gesto que reforçou o reconhecimento institucional da pauta feminina e da importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento das mulheres brasileiras.
O Instituto Virada Feminina, criado oficialmente em 2017, atua como uma organização social voltada ao empoderamento feminino, à construção de políticas públicas e à criação de redes de apoio para mulheres em situação de vulnerabilidade. O lema do movimento — “Saindo da discussão e partindo para ação” — sintetiza a essência do projeto.
O livro Virando Páginas pode ser adquirido por meio de mensagem enviada ao perfil oficial do projeto no Instagram (@virandopaginasoficial). Parte da renda arrecadada será destinada a iniciativas de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Em breve, a obra também contará com um site oficial para comercialização.
Fonte: AL9 Comunicação

